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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Kleber Andrade. Sempre tem um contra.

Semana passada o jornalista da Folha de São Paulo, Sérgio Rangel, esteve no Espírito Santo para fazer uma reportagem sobre os investimentos do governo nas praças esportivas e sobre a situação dos clubes capixabas de futebol. Fruto de sua pesquisa foi publicada uma matéria na edição online do jornal no dia 26(domingo). Clique aqui para ler a matéria:

A matéria assinada pelo jornalista Sérgio Rangel, diz que o Espírito Santo (excluído da Copa do Mundo e periferia do futebol nacional) vai tentar tirar uma “casquinha” da competição mundial, usando dinheiro público na construção do estádio Kleber Andrade, que após a copa ficará sem uso. Um “Elefante branco”. Ontem fui a uma palestra do Juca Kfuri, jornalista da CBN e ESPN. A posição do Juca é a mesma do Sérgio Rangel, só que este não citou o ES e sim cidades como Manaus e Cuiabá.

É claro que sempre temos que ficar de olho nas possíveis obras superfaturadas do governo e dos desvios de verbas. Mas o que mais me intriga é o fato de que sempre que parece que o futebol capixaba vai finalmente começar a andar para frente, tem alguém para puxar (ou ao menos tentar) para trás.

Outro fato importante é: nós, capixabas, também arrecadamos dinheiro para a reforma do Maracanã, que está avaliada em 1 bilhão e para a construção da nova Fonte Nova, em salvador (500 milhões), além dos outros estádios. É tudo dinheiro público e parte é dinheiro nosso. O que a população capixaba ganha com a construção de um estádio em Manaus? Em Cuiabá? Nada!

A compra do estádio Kleber Andrade pelo Governo do Estado do Espírito Santo foi um gol de placa para o nosso futebol. Foram raras as gestões do governo estadual que ajudaram o esporte capixaba, que sempre sofreu com a falta de estrutura, patrocínio e com administração irresponsável em alguns clubes e gestão corrupta na Federação de Futebol (o que vem acontecendo até hoje).

O ex-presidente do Rio Branco Atlético Clube, Kleber José de Andrade (que dá nome ao estádio em Cariacica), quando teve a idéia de construir uma arena para o Rio Branco, foi criticado e chamado de “louco” por sua “ousadia”. “Esse estádio é inviável, a obra é dinheiro jogado fora, um sonho que nunca alcançarão” disse o então engenheiro da Companhia Vale do Rio Doce. Porém, apaixonado pelo futebol e pelo seu Rio Branco, persistiu e deu início às obras que previa um estádio com capacidade para 80 mil torcedores, o que na época seria o segundo maior estádio particular do Brasil (perdendo apenas para o Morumbi). Nos anos 80 o Kleber Andrade batia recordes de público, vide a vitória do Rio Branco sobre o Vasco em 86, quando todos os 32 mil ingressos foram vendidos e mais de 40 mil pessoas assistiram ao jogo. Hoje, quase 30 anos depois da inauguração do Estádio Kleber Andrade, continua aparecendo pessoas contra a idéia. E volto a dizer, sempre que aparece algo para ajudar o nosso estado a desenvolver o nosso futebol, aparece uns e outros indo contra isso. Nós (torcedores, jogadores, jornalistas, cidadãos e apoiadores do futebol capixaba), merecemos esse estádio. Merecemos ter uma arena digna para a prática do nosso futebol. Para que torcer pelos nossos times, que é tão difícil hoje em dia no Espírito Santo, se torne mais fácil para o torcedor capixaba.