Título inédito garante o time de Águia Branca na Copa do Brasil de 2012.
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| Torcida do Real compareceu ao Estádio Engenheiro Araripe e comemorou o título . Foto: Humberto Gomes |
Um título para coroar a confirmação do Real Noroeste na elite do futebol do Espírito Santo. Após dois vice-campeonatos consecutivos, o Merengue de Águia Branca colocou de vez seu nome na história do futebol capixaba. Neste domingo, no Estádio Engenheiro Araripe, o Real derrotou a Desportiva Ferroviária por 3 a 0 e conquistou o título da Copa Espírito Santo 2011.
Diante da torcida merengue, que viajou 210 km de Águia Branca até Cariacica e compareceu em bom número ao Araripe, Willy, artilheiro da competição (ao lado de Flávio, da Tiva), com sete gols, marcou duas vezes. Ricardo Paraíba marcou o outro.
O Real Noroeste, que esse ano conquistou o acesso para a Série A do Capixabão, será o representante capixaba na Copa do Brasil de 2012, ao lado do São Mateus, campeão Estadual.
Há um ano e quatro meses no futebol profissional, o Real Noroeste chegou na decisão das três competições que disputou. Em 2010, na final da Copa Espírito Santo, o time perdeu para o Vitória. No primeiro semestre de 2011, os merengues ficaram com o vice da Série B do Capixabão. Mas dessa vez não teve jeito. Após bater na trave duas vezes, o time de Águia Branca comemorou o seu primeiro título.
O jogo
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| Willy comemora o gol do Real. Foto: Fábio Vicentini |
Como Desportiva e Real foram os primeiros colocados em seus grupos e empataram a primeira partida da decisão em 1 a 1, apenas a vitória interessava para as equipes. Um novo empate levaria a decisão para os pênaltis. Mas o Merengue mostrou logo no começo que queria resolver nos 90 minutos.
Logo aos dois minutos de partida, Edmar subiu pela direita e cruzou para área. Willy apareceu para cabecear com eficiência, abrindo o placar no Araripe.
O gol não desanimou a Desportiva, que passou a pressionar os visitantes logo na saída de bola. No primeiro lance após o gol, David carimbou a trave e quase empatou a partida. O jogo ficou lá e cá. Aos sete minutos, Willy arrancou pelo meio e ficou frente a frente com o goleiro Dênis. Mas na hora do chute o atacante adiantou a bola demais e acabou perdendo na dividida. Um minuto depois Flávio bateu por cima do gol de Marcão e arrancou um “uhh” da torcida grená, que lotou o Araripe. O jogo era quente!
Aos 17 minutos, um lance polêmico. Flávio recebeu pela direita, invadiu a área e foi derrubado. A torcida pediu pênalti, mas o árbitro Dvarly do Rosário mandou seguir o jogo. Três minutos depois, o Real quase amplia. Willy recebeu livre, driblou o goleiro Dênis e tocou para o gol. Mas o lateral-esquerdo Geovani Bellon estava esperto no lance e salvou a equipe grená.
O Real Noroeste dominava a partida. Pelas laterais, Edmar e Ricardo Guerra armavam as principais jogadas. Na frente, Willy seguia sendo o jogador mais perigoso. A Desportiva tinha dificuldades para chegar ao gol merengue, mas quando chegava, assustava. Aos 26 minutos, Léo Oliveira cobrou falta e mandou a bola no travessão. Após o lance, o árbitro Devarly do Rosádio deu tempo técnico, mesmo com o tempo frio que fazia em Cariacica.
O tempo técnico não adiantou em nada. Para a Desportiva. Pois o Real voltou com sede de gol. E logo marcou. Em um contra-ataque, o lateral Edmar invadiu a área e chutou. O goleiro Dênis deu rebote e Willy, sempre ele, não desperdiçou, batendo rasteiro. 2 a 0 para o Real Noroeste.
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| Foto: Fábio Vicentini |
Segundo tempo
Precisando marcar dois gols para levar a decisão para os pênaltis, o técnico Mauro Soares resolveu mudar a equipe. O treinador grená tirou Rodrigo Calixto, apagado no jogo, e colocou Robinho, e tirou Arpini para a entrada de Carlos Vitor.
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| Foto: Fábio Vicentini |
A Desportiva melhorou na partida. Jogando mais rápido e tocando bem a bola, o time animou a torcida grená, que voltou a incentivar. Aos 16 minutos, Thiago cruzou da direita e David e acertou o travessão. A bola ainda caiu e quicou quase em cima da linha.
O atacante Willy, que assumiu a artilharia da competição ao lado do grená Flávio, com sete gols, não aguentou mais e foi substituído por Cemi.
A Tiva tentava de qualquer forma buscar o empate. Mas aos 34 minutos veio o balde de água fria. Em um vacilo da defesa grená, Edmar encontrou Ricardo Paraíba livre dentro da área. O atacante merengue não teve muita dificuldade para marcar o terceiro gol do Real.
Era o fim da linha para a Locomotiva Grená. A volta ao futebol profissional após 12 anos ficou marcada com o vice campeonato. Logo, os torcedores foram deixando o Engenheiro Araripe. Ficaram apenas os merengues, que comemoraram o primeiro título da história do Real Noroeste.
Desportiva Ferroviária: Denis; Thiago, David, Tony e Geovani Bellon; Diogo, Gilmar e Léo Oliveira; Arpini (Carlos Vitor), Flávio e Rodrigo Calixto (Robinho). Técnico: Mauro Soares
Real Noroeste: Marcão; Edmar, Nei, Ricardo Guerra e Tiago; Ivo, Parley, Elton e Pedrinho; Willy (Cemi) e Ricardo Paraíba (Rickson). Técnico: Eleomar Pereira
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| Jogadores levantam a primeira taça conquistada pelo Real Noroeste Foto: Humberto Gomes. |




















