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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Campanhas Históricas: Rio Branco no Brasileiro de 1986

Levando mais de 157 mil torcedores ao estádio, Rio Branco passa por cima de adversários como Vasco e Internacional




Estádio lotado, vitórias em cima de times consagrados, goleadas, e jogos inesquecíveis. Assim foi o Campeonato Brasileiro de 1986 para o Rio Branco. O Capa-preta, que havia vencido o Capixabão de 85, disputava seu sexto campeonato nacional. Paulinho Almeida era o treinador daquela equipe formada por jogadores capixabas e de outros estados, com destaque para os atacantes Mazolinha, Jones e Marcio Fernandes, o meia Vicente e o lateral China. 


Com um time bastante ofensivo, chegando a jogar algumas vezes com quatro atacantes, e uma defesa fantástica, o Rio Branco venceu equipes como Internacional e Vasco da Gama, arrastando multidões para o estádio. Em seus 12 jogos como mandante, levou mais de 157 mil pessoas ao Kleber Andrade e ao Engenheiro Araripe. Foi o oitavo time que mais levou torcedores ao estádio no Brasil naquele ano. Na vitória sobre o Vasco, por 1 a 0, o Capa-preta bateu o recorde de público no Espírito Santo: 50 mil espectadores.


A campanha histórica


No Campeonato Brasileiro de 1986, quarenta e quatro clubes disputaram a Taça de Ouro (série A) e mais 32 participaram de um torneio paralelo (série B), que valia quatro vagas para a segunda fase da competição. Na primeira fase, foram divididos quatro grupos de 11 times cada. O Rio Branco ficou no grupo C, junto com Santos, Guarani, Bahia, Piauí, Vasco da Gama, Tuna-luso, Cruzeiro, Operário, Atlético-GO e Náutico.

O Capa-preta não fez uma boa estreia diante do Bahia, em salvador: 4 a 0 para o tricolor. Porém, na segunda partida, jogando ainda mais distante da Grande Vitória, em Pernambuco, o Rio Branco venceu o Náutico por 1 a 0, calando o Arruda.
Nas duas primeiras partidas em casa, a torcida deu as boas-vindas ao Brancão na competição. Mais de 17 mil pessoas assistiram o empate de 0 a 0 com o Santos e 15 mil viram 0 a 0 com o Guarani. Em Belém, contra o Tuna-luso, mais um empate sem gols. Mas o jejum estava por acabar. E acabou contra o Piauí. Jogando no Engenheiro Araripe, o Capa-preta marcou quatro vezes, fazendo a alegria dos quase 10 mil torcedores presentes.

Um jogo para ficar na história: vitória em cima do Vasco, sob o olhar de 50 mil torcedores!

Gol de Marcio Fernandes em cima do Vasco da Gama, diante de 50 mil torcedores no Estádio Kleber Andrade











Quatro dias após a goleada sobre o Piauí, aconteceu um dos jogos mais marcantes da história do alvinegro capixaba, e um dos mais importantes do futebol no ES. No dia 21 de setembro, o Rio Branco recebeu o Vasco da Gama de Roberto Dinamite, Geovani e Romário.

Para essa partida, todos os 32,328 mil ingressos foram vendidos. Porém, no dia do jogo, o Kleber Andrade ficou pequeno para a torcida capa-preta. Devido ao grande número de pessoas do lado de fora, os portões que davam acesso ao estádio foram abertos, e logo o barranco ao lado das arquibancadas foi tomado. Estima-se que cerca de 50 mil pessoas assistiram àquele jogo, que foi recorde de público em uma partida de futebol no Espírito Santo. Quem conseguiu entrar viu um show da equipe capixaba. Roberto Dinamite, craque do time cruzmaltino, foi expulso, e Marcio Fernandes, ex-Ferroviária, marcou para o Capa-preta, que venceu por 1 x 0. “Eles ficavam falando em Romário, Romário, mas quem decidiu o jogo foi eu. Eles tiveram de aguentar depois“, conta o atacante Marcio Fernandes, sobre seu único gol no Campeonato Brasileiro.

Rodolfo: o paredão capa-preta bate recorde

As duas partidas seguintes foram longe de casa. No Mineirão, o Rio Branco arrancou o empate em 0 a 0 com o Cruzeiro. Em Mato Grosso, contra o Operário, vitória por 2 a 0. Até aquele momento, o Brancão estava há 720 minutos sem tomar gol, o que rendeu ao goleiro Rodolfo o recorde histórico de minutos sem tomar gols do time capixaba em Brasileiros.
Jogando no Kleber Andrade o Rio Branco era impossível de ser batido. O goleiro Rodolfo acabou sofrendo gol, mas o Capa-preta confirmou sua boa fase diante de sua torcida e derrotou o Atlético-GO por 2 a 1, com direito a gol do artilheiro Jones. A primeira fase acabou com o Capa-preta em quarto lugar com 14 pontos, mesma pontuação do Santos (terceiro) e na frente de Cruzeiro e Vasco.



Segunda fase: Capa-preta rumo às oitavas!

Jones, um dos artilheiros capa-preta no Brasileiro de 86
O Rio Branco foi para a segunda fase (dividida em quatro grupos de nove times) como grande aposta para seguir para a fase final. Mas o Capa-preta decepcionou nos primeiros jogos. Contra o Atlético-MG, no Kleber Andrade, melhor para os visitantes, que venceram por 1 a 0, para a decepção dos mais de 20 mil torcedores. Em seguida, derrotas por 2 a 1 para o Nacional e 3 a 0 para o Ceará. Em Santa Catarina, empate sem gols com o Criciúma.


Vasco vira freguês


O jogo seguinte foi novamente contra o Vasco, só que desta vez na casa do adversário, em São Januário. Sem tomar conhecimento do Gigante da Colina, o Capa-preta fez 2 a 1 no time comandado por Joel Santana. Edson Carioca e Jones marcaram os gols do Rio Branco em cima do time carioca.
Na semana seguinte, em casa, dois resultados ruins: 3 a 2 para o Sobradinho e 1 a 0 para o Corinthians de Biro-Biro.


Mazolinha, o artilheiro capa-preta


O reencontro com a vitória veio em alto estilo. Jogando contra o Internacional, no Kleber Andrade, Mazolinha marcou duas vezes e o Rio Branco venceu o time de Porto Alegre por 2 a 1. Na partida seguinte, na Capital Federal, Mazolinha brilhou mais uma vez, marcou dois gols, e os capixabas devolveram os 3 a 2 no Sobradinho.
No Engenheiro Araripe, jogando pela terceira vez contra o Vasco, empate em 1 a 1. Uma semana depois, no Mineirão, derrota de 1 a 0 para o Galo. Em casa, mais uma goleada: 3 a 0 no Nacional, com gols de Mazolinha, Jones e Edson Carioca.


Derrota para o Inter acaba com o sonho de chegar às oitavas

Paulinho Almeida, treinador em 1986
Faltando quatro partidas para o fim da segunda fase, o Capa-preta ainda sonhava com a classificação para a fase final. Atlético Mineiro e Corinthians já estavam matematicamente classificados. Vasco, Criciúma, Internacional Ceará e Rio Branco brigavam pelas duas vagas restantes. Ao Capa-preta, restava vencer pelo menos duas e empatar uma para carimbar sua vaga nas oitavas. Mas o próximo adversário não era nada fácil. Jogando no Beira-rio, o Capa-preta caiu diante do Internacional: 5 a 1 para os gaúchos. No jogo seguinte, Contra o Ceará, dois gols de China deram a vitória ao Brancão no último jogo do ano. Já em 1987, na despedida do Kleber Andrade naquele campeonato, empate em 1 a 1 com o Criciúma. Era o fim da linha para o Brancão. O último jogo da equipe capixaba foi no Pacaembu, contra o Corinthians. Em um jogo disputado e com grandes chances para o Rio Branco, vitória apertada de 1 a 0 para o time da casa.

Rio Branco se classifica, mas Clube dos 13 vira a mesa

O campeonato Brasileiro de 1986 foi marcado pela desorganização da CBF. Casos de doping e julgamentos no STJD fizeram com que a competição prolonga-se até o ano seguinte. Em função da dificuldade em organizar a tabela da segunda fase com um número ímpar de clubes, a CBF decretou a promoção de mais três clubes dos grupos A e D. Assim, em vez dos 4 grupos de oito times, originalmente previstos, a segunda fase do campeonato teve 4 grupos de nove clubes cada. Tanta confusão causou uma virada de mesa dos principais clubes brasileiros, que criaram em 1987 o Clube dos 13 e a Copa União. O Rio Branco, que com a belíssima campanha de 86 tinha vaga garantida na elite do futebol brasileiro, ficou de fora no ano seguinte. A fraca Federação Capixaba de Futebol nada fez contra a decisão do Clube dos 13 e o Mais Querido foi “rebaixado” de forma injusta, deixando para trás uma das melhores campanhas de um time capixaba em uma competição nacional.

Escalação do Rio Branco em 1986:


Artilheiros

* Nome: Vágner Aparecido Nunes 
*Apelido: Mazolinha 
* Posição: Atacante:
* Idade na época: 27 anos
*  9 gols

Jones (Jones Roberto Minosso)- Atacante: 9 gols
Edson Carioca- Atacante: 3 gols
China (Carlos Alberto Gomes Kao Yien)- Lateral: 2 gols

Confira a reportagem da Revista Placar do dia 20/10/1986
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Campanhas Históricas: Serra 3º colocado no Brasileiro da série C de 1999

O torcedor serrano não esquece. O ano de 1999 foi marcado por alegria para o tricolor, que conquistou o Capixabão e brigou pelo título do Campeonato Brasileiro da série C até o último jogo. O time cobra-coral fez bonito na terceirona, marcou 32 gols em 22 jogos, dos quais venceu 12. Uma das vítimas? O Fluminense, no maior estádio do mundo, o Maracanã.

O Serra foi fundado no dia 24 de junho de 1930, mas foi em 1997 que o Tricolor apareceu no cenário do futebol capixaba. Neste ano, o Tricolor Serrano conquistou a segundinha do estadual. Dois anos depois, o campeonato principal do estado. A conquista inédita do Capixabão de 99 garantiu vaga para a Série C do Campeonato brasileiro daquele ano.

Confira o regulamento da Série C de 1999 no final da matéria

Todo Poderoso Tricolor Serrano

O time capixaba, comandado por Cosme Eduardo, estreou na competição já de forma avassaladora. Uma goleada por 4 a 0, em cima do Dom Pedro II, no Robertão, marcava o primeiro jogo do Cobra-coral em uma competição nacional. Ao fim da primeira fase, o Serra se classificou em primeiro no grupo, com 7 vitórias em 10 jogos, na frente do Fluminense.

Na segunda e terceira fase, disputadas em uma melhor de três jogos, o Serra – já apontado como possível azarão –, passou pelo Vila Nova (derrota por 3 a 1 no primeiro jogo, e vitórias por 1 a 0 e 3 a 1 no Robertão) e Caxias (nova derrota por 3 a 1, vitória de 3 a 1, e um empate em 0 a 0), classificando-se para o quadrangular final, junto com Náutico, Fluminense e São Raimundo.

Na fase final do campeonato, o Serra enfrentou o São Raimundo (vitória de 4 a 3 no Engenheiro Araripe e derrota por 2 a 0 em Manaus), Náutico (derrota por 4 a 1 nos Aflitos e vitória por 1 a 0 em Cariacica) e Fluminense.

Serra brilha no Maracanã

O dia 15 de dezembro de 1999 certamente ficará marcado para sempre na memória dos tricolores. Diante de um Fluminense dirigido por Carlos Alberto Parreira e com jogadores como Roni e Magno Alves, o Serra entrou no maior estádio do mundo acreditando no título. Era, sem dúvidas, o jogo mais importante até então da história do Cobra-coral. Aos 31 minutos do primeiro tempo, o jovem Joelson, cria da casa, na época com 18 anos, abriu o placar para o tricolor capixaba.Yan ainda empatou para o Fluminense, mas Agnaldo, grande ídolo serrano, aos 25 do segundo tempo decretou a vitória do Serra e calou os quase 15 mil torcedores no Maracanã. Era a primeira (e única até hoje) vitória de um time capixaba no maior estádio do mundo.

Faltando três partidas para o fim da competição, Serra e Fluminense entraram no Engenheiro Araripe com seis pontos cada. Uma vitória deixaria o Tricolor Serrano em situação favorável para brigar pelo título nos dois jogos seguintes. A vitória não veio. Um 2 a 2 foi o placar de um jogo emocionante no Jardim.

O jogo seguinte, contra o Náutico, no Engenheiro Araripe, ficou marcado como um dos jogos mais “tristes” da história do Serra. O Tricolor não perdeu. Dentro de campo, foi imbatível e derrotou o Timbu por 1 a 0. O Serra foi para a última rodada como candidato ao título.

Serra, a um jogo de ser Campeão da Série C, mas no tapetão....

Dos quatro times do quadrangular, dois chegaram à última rodada com chances de ser campeão da Série C: Serra e Fluminense, ambos com 10 pontos. O São Raimundo, com seis, já não tinha chances e o Náutico, já estava eliminado, com três pontos apenas. Aí veio o grande golpe. O Serra foi punido por ter escalado um jogador de forma irregular na vitória sobre o Náutico. No julgamento, o Tricolor perdeu três pontos, chegando na última rodada sem chances de alcançar o Fluminense, que se tornou o campeão antecipado. Para piorar, o Serra ainda perdeu a última partida e foi ultrapassado pelo São Raimundo.

Naquele ano, o atacante Betinho foi o vice-artilheiro da competição marcando 12 gols. E o Serra, com a perda de três pontos no tapetão, terminou a competição na terceira colocação.

Copa João Havelange (Série B 2000)

No ano seguinte, na conturbada e confusa Copa João Havelange (correspondente ao Campeonato Brasileiro), o Serra participou da série B, onde acabou ficando na 17 º posição entre os 36 clubes. Um grande feito na competição foi a maior goleada do torneio: 6 a 0 na Desportiva no Engenheiro Araripe.


Geral

Pontos: 39

Classificação: 3º

Jogos: 22

Vitórias: 12

Empates: 3

Derrotas: 7

Gols pró: 32

Gols sofridos: 25 Gols

Saldo: 7

Campanha:

1º Fase

Serra 4x0 Dom Pedro II (Robertão) 29/08/99

Fluminense-RJ 1x0 Serra (Maracanã) 02/09/99

Goiânia 0x1 Serra (Olímpico) 05/09/99

Serra 2x1 Anapolina (Robertão) 12/09/99

Anapolina 0x2 Serra (Jonas Duarte) 16/09/99

Villa Nova 1x1 Serra (Castor Cifuentes) 19/09/99

Serra 2x0 Goiânia (Robertão) 23/09/99

Serra 1x0 Villa Nova (Robertão) 26/09/99

Serra 0x1 Fluminense-RJ (Robertão) 06/10/99

Dom Pedro II 0x1 Serra (Mané Garrincha)09/10/99

Serra 22

Fluminense (RJ) 21

Villa Nova (MG) 18

Anapolina (GO) 14

Goiânia (GO) 14

Dom Pedro II (DF) 2

2 fase

Villa Nova 3x1 Serra (Castor Cifuentes- MG) 21/11/1999

Serra 1x0 Villa Nova (Robertão) 25/11/1999

Serra 3x1 (Villa Nova-MG) 27/11/1999

Caxias 3x1 Serra (Centenário-RS) 01/12/1999

Serra 3x1 Caxias Robertão 04/12/1999

Serra 0x0 Caxias Robertão 06/12/1999

3 Fase (Quadrangular Final)

Serra 4x3 São Raimundo (Engenheiro Araripe) 09/12/1999

Náutico 4x1 Serra (Aflitos-PE) 12/12/1999

Fluminense 1x2 Serra (Maracanã-RJ) 15/12/1999

Serra 2x2 Fluminense (Engenheiro Araripe) 17/12/1999


Serra
*1x0* Náutico (Engenheiro Araripe) 20/12/1999
* Por ter escalado um jogador de forma irregular, o Serra perdeu os pontos. Para efeito de classificação ficou Náutico 1x0 Serra

Escalação do Serra em 1999:

Dirley, Polaco, Silvério, Aílson, Carlinhos e Garcia. Agnaldo, Joelson, Marquinhos, Índio e Betinho, Técnico: C. Eduardo.

Regulamento da Série C de 1999

A Série C de 1999 foi composta por 36 clubes: os seis rebaixados da Série B em 1998, o terceiro, o quarto e o quinto colocado da Série C em 1998 e mais uma equipe de cada uma das 27 federações estaduais.

A competição começou no dia 28 de agosto e terminou em 23 de dezembro. As 36 equipes foram divididas em seis grupos de seis times cada - 16 times estariam classificados para a segunda fase, os dois primeiros de cada grupo mais os quatro melhores terceiros colocados.

Os 16 times fariam na segunda fase um sistema eliminatório simples. Cada dois clubes se enfrentariam em três jogos entre si, levando vantagem aquele melhor classificado na primeira fase. No final do campeonato classificariam-se oito equipes.

As oito equipes restantes disputariam jogos eliminatórios simples, classificando quatro equipes para um quadrangular final. No quadrangular final, estaria definido o campeão.